Laura Alves e Marianne Fonseca
Vamos analisar através da reportagem exibida no dia 10 de abril pelo “Fantástico”, que fez uma reconstituição do massacre, a exposição exagerada das crianças, a repetição de imagens chocantes e a falta de uma opinião especializada no assunto.
Sete de abril de 2011, o café da manhã e o despertar de várias camadas sociais brasileiras foi guiado pela notícia de que o atirador Wellington Menezes de Oliveira havia invadido a escola Tasso da Silveira, no Realengo, Rio de Janeiro e disparado sem piedade contra 12 alunos. A partir deste momento estava montado o circo midiático.
A origem humilde da maioria dos alunos envolvidos no acontecimento, o desamparo e a falta de acompanhamento adequado fez com que esses jovens se tornassem protagonistas da nova novela da família brasileira. Eles eram as fontes mais viáveis e próximas do que havia ocorrido no interior da escola. Crianças colocadas em situação de conflito como esta, que foi comparada a um estado de pós-guerra, devem ser poupadas do alarde feito pela imprensa e tal conclusão não deve vir de um psicólogo, mas de qualquer pessoa que se coloque em posição de respeito a outras.
A matéria exibida pelo “Fantástico” no domingo após o massacre sobrepôs qualquer limite à dignidade humana, os jovens recém-saídos de um grande trauma foram expostos em entrevistas compulsivas por informações diferentes das já levadas ao ar. Todos se chocaram ao ver o desastre e o sofrimento daquelas pessoas e até se colocaram na situação das famílias envolvidas, mas de forma menos ampla, não pensaram que na sua própria estrutura familiar ou de convívio próximo podem existir problemas igualmente graves aos que provavelmente levaram Wellington a cometer os assassinatos.
A comoção causada pelo caso aumentou ainda mais quando imagens do circuito interno da escola, misturadas a registros amadores de celular lotaram o noticiário com correria, pessoas escorregando em sangue, o corpo do Wellington na escadaria do colégio e um aluno baleado, agonizando no corredor, enquanto familiares, curiosos e policiais corriam pelo local em busca de corpos.
O enfoque dado pelo “Fantástico” ao caso fez com que as famílias brasileiras se unissem para repensar estatutos de desarmamento, o papel da escola e a questão da segurança pública, mas em momento algum ouviu-se dizer da estrutura familiar, de regras sociais, conduta moral, pequenas atitudes preconceituosas ou de falta de respeito ao próximo.
Os meios de comunicação, além de informar e denunciar, têm o dever de mostrar à população os fatores sociais que desencadearam o fato e o que devemos modificar na sociedade para que esse tipo de barbaridade não volte a acontecer. A mídia brasileira falhou ao não apontar especialistas que atingissem os pilares da nação, para repensar até que ponto nossa pequena atitude homofóbica, racista, excludente, não atingem em uma maior alçada o local em que convivemos.
Sete de abril de 2011, o café da manhã e o despertar de várias camadas sociais brasileiras foi guiado pela notícia de que o atirador Wellington Menezes de Oliveira havia invadido a escola Tasso da Silveira, no Realengo, Rio de Janeiro e disparado sem piedade contra 12 alunos. A partir deste momento estava montado o circo midiático.
A origem humilde da maioria dos alunos envolvidos no acontecimento, o desamparo e a falta de acompanhamento adequado fez com que esses jovens se tornassem protagonistas da nova novela da família brasileira. Eles eram as fontes mais viáveis e próximas do que havia ocorrido no interior da escola. Crianças colocadas em situação de conflito como esta, que foi comparada a um estado de pós-guerra, devem ser poupadas do alarde feito pela imprensa e tal conclusão não deve vir de um psicólogo, mas de qualquer pessoa que se coloque em posição de respeito a outras.
A matéria exibida pelo “Fantástico” no domingo após o massacre sobrepôs qualquer limite à dignidade humana, os jovens recém-saídos de um grande trauma foram expostos em entrevistas compulsivas por informações diferentes das já levadas ao ar. Todos se chocaram ao ver o desastre e o sofrimento daquelas pessoas e até se colocaram na situação das famílias envolvidas, mas de forma menos ampla, não pensaram que na sua própria estrutura familiar ou de convívio próximo podem existir problemas igualmente graves aos que provavelmente levaram Wellington a cometer os assassinatos.
A comoção causada pelo caso aumentou ainda mais quando imagens do circuito interno da escola, misturadas a registros amadores de celular lotaram o noticiário com correria, pessoas escorregando em sangue, o corpo do Wellington na escadaria do colégio e um aluno baleado, agonizando no corredor, enquanto familiares, curiosos e policiais corriam pelo local em busca de corpos.
O enfoque dado pelo “Fantástico” ao caso fez com que as famílias brasileiras se unissem para repensar estatutos de desarmamento, o papel da escola e a questão da segurança pública, mas em momento algum ouviu-se dizer da estrutura familiar, de regras sociais, conduta moral, pequenas atitudes preconceituosas ou de falta de respeito ao próximo.
Os meios de comunicação, além de informar e denunciar, têm o dever de mostrar à população os fatores sociais que desencadearam o fato e o que devemos modificar na sociedade para que esse tipo de barbaridade não volte a acontecer. A mídia brasileira falhou ao não apontar especialistas que atingissem os pilares da nação, para repensar até que ponto nossa pequena atitude homofóbica, racista, excludente, não atingem em uma maior alçada o local em que convivemos.
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