A rede de TV CNN afirmou, na noite de domingo, dia primeiro de maio, que Osama Bin Laden está morto. Logo após a afirmação da CNN, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou um pronunciamento comentando a morte.
Bin Laden, líder da organização terrorista Al-Qaeda, foi morto em uma propriedade nos arredores de Islamabad, no Paquistão, e, de acordo com autoridades norte-americanas, seu corpo foi lançado ao mar.
Vamos analisar a reportagem exibida pelo Jornal Nacional na noite de segunda-feira, dois de maio:
http://www.youtube.com/watch?v=1Nn_TiG8dTc
http://www.youtube.com/watch?v=ShFplpl8hMw
http://www.youtube.com/watch?v=aiZk8SW7kFo
http://www.youtube.com/watch?v=_MOLIBBYHBs
A matéria mostra a população norte-americana em êxtase, comemorando a morte de Osama, além de inúmeros pronunciamentos de autoridades sobre o caso e relatos de pessoas que perderam familiares no ataque às Torres Gêmeas, em setembro de 2001. Entretanto, em momento algum foi comentada a quantidade de inocentes mortos na invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão vinte e seis dias após o atentado às torres, na busca do terrorista.
Sobre o Afeganistão, onde a Al-Qaeda nasceu e mantém centros de treinamentos, pouco se comentou. O país que, provavelmente, mais sofreu e sentiu na pele a violência causada pelos membros da organização terrorista, merecia mais atenção e cobertura. De acordo com o Jornal Nacional, muitos afegãos se sentiram aliviados com o ocorrido, mas não há na matéria nenhuma fonte que comprove isso.
A morte de Osama é um assunto que realmente interessa o mundo e foi um bom momento para a imprensa brasileira mostrar sua força em coberturas internacionais. Entretanto, a matéria do Jornal Nacional falhou ao dar pouco enfoque à falta de prova. Onde estão as fotos e os vídeos da operação, já que vivemos em uma era onde a imagem é tudo? De acordo com Willian Bonner, as fotos liberadas pela Casa Branca no momento em que o presidente recebia a notícia vão virar documento desse momento histórico vivido. Ainda segundo o jornalista, os Estados Unidos não decidiram se vão ou não divulgar fotos do corpo do terrorista. Porém, a opinião pública do mundo exige respostas diretas e plausíveis.
Por qual motivo as autoridades norte-americanas não disponibilizaram um material mais concreto do ocorrido? Não houve essa ética quando Saddam Hussein foi executado. Apesar de o governo ser outro hoje em dia, seria natural pensar na desvantagem que o presidente poderia ter dando esse espaço para cobranças da oposição às vésperas das eleições.
A matéria exibida acertou ao apontar opiniões contrárias à reação da população dos Estados Unidos. Foi o caso da declaração do vice-presidente da Venezuela, que questionou a ética de celebrar uma morte. Outro ponto positivo da matéria é o momento em que mostra aos brasileiros como o ocorrido influenciará nas eleições norte-americanas do ano que vem.
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